Economia Frívola: o papel da moda na lógica do capital.

PS: há aproximadamente umas 3 semanas, eu fui vítima fiz uma confusão mental e publiquei o meu post semanal no dia de um colega. Por isso, retirei o post do ar e, no dia correto, tinha novidade pra postar. Como, modéstia a parte, eu achei esse post bastante interessante e não sei se todo mundo teve a oportunidade de ler, vou trazê-lo de volta à publicação do #RPnaModa pra ficar, assim, registrado! 🙂

Economia frívola é uma expressão utilizada por Gilles Lipovetsky, um dos grandes nomes sobre sociedade hipermoderna. Muito pelo contrário do que se pensa, ele não dispensa a moda das suas análises sociais e econômicas do que Bauman chamaria de sociedade líquido-moderna. Muito pelo contrário: ele a utiliza como o ponto de partida dessa sociedade na qual vivemos porque associa a economia fashion à produção e consumo de massa.

Evidentemente, cada área incorpora as características da economia frívila a seu modo, mas influenciadas, sim, pela moda porque ela teve a oportunidade de transferir a diversos setores os três valores principais de seu caráter, apreendidos pelos indivíduos que compõem a sociedade presente: obsolescência (programada e consciente), sedução (personificada nos objetos) e diversificação, três grandes pilares que nasceram com a Alta Costura, muito embora atualmente não façam alusão somente aos itens de luxo, pois fundamentam o núcleo das indústrias de consumo.

Não é difícil de entender. Vamos pensar em um exemplo bastante simples da marca mais valiosa do mundo: a Coca Cola. Fora o fato de a marca ter suas garrafas personalizadas ou ser também uma marca de roupa, quando vamos ao mercado o que vemos? Coca em lata, coca em garrafa, coca em litro, coca em 2L, coca light em latal…. Isso no Brasil, né? Porque em outros países essas diferenciações propiciam mais opções ainda, como por exemplo CocaCherrry, com aroma de cereja.

É o que Lipovetsky chama de “pequenas diferenças supermultiplicadas”, uma das grandes contribuições do vestuário utilitário para a lógica do capital vigente, visto que foi é a moda a responsável por inserir nos moldes de produção a possibilidade de diferenciação e diversidade, criando a proposta de individualização dos gostos e oportunidade de se satisfazer por si só, através do seu próprio desejo . Temos à disposição uma infinidade de produtos que se diferenciam por detalhes tão pequenos, que levam à extravagância e, consequentemente, ao excesso de produção na sociedade pós-moderna.

“A feiúra vende mal”, disse R. Loewy; “o valor estético é parte inerente da função” (1974, p.34), disse Papanek. Por isso, além do start no modo diversificado de produção, a moda também insere na sociedade o valor estético agregado ao produto através da sua forma, do seu design.

Mas ser moda e influenciar diretamente a economia não basta. A sociedade pós-moderna e hipermoderna é muito marcada pelas relações interpessoais bastante fragilizadas, ou líquidas, como Bauman gosta de chamar (Amor Líquido, Sociedade Líquida, Vidas Líquidas…). E por isso a comunicação é tão importante: mas não somente para estabelecer (ou tentar) vínculos. Mas também para acompanhar o seu público e estar ciente das suas transformações no contexto da sociedade.

Há algumas semanas, um blog de tecnologia informou que o New York Times, uma das publicações mais famosas do mundo, tem mais seguidores no twitter do que assinaturas físicas. O próprio editor-chefe já previu o fechamento da edição no papel. Isso é saber onde o seu leito está e se adaptar às suas necessidades antes que não haja salvação.

E na moda não é diferente, afinal, ela influenciou em muito a economia e sua forma, mas também está inserida na economia e faz parte da lógica do capital.

“Introduzindo periodicamente mudanças na silhueta dos modelos, as indústrias de consumo, desde 1950, alinharam-se abertamente nos métodos da moda feminina: mesma inconstância formal, mesma obsolescência “dirigida”, permitindo tornar prescrito um produto por simples mudança de estilo e de apresentação.” (LIPOVETSKY, 2008, p. 191).

Marina Franco – @ninafranco

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A moda da moda plus size

Parece que, finalmente, a moda resolveu se voltar para a população acima do peso. Esse grande nicho de mercado, até então explorado apenas por marcas que pecavam pela falta de design, caiu nas graças do mundo fashion. E demorou.

Um recente estudo, publicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revela que metade dos adultos dos países ricos está acima do peso. No Brasil, 51% da população está acima do peso e 14% dos adultos são considerados obesos. E esse número só tende a aumentar.

A indústria da moda, que sempre foi acusada de fazer apologia à magreza excessiva, agora faz o papel de “boazinha”. A moda chamada de plus size vem ganhando semanas de moda específicas, sites especializados, modelos – não tão “plus” assim – para desfilar suas roupas e o principal: moda de verdade. A Renner, grande loja de departamentos brasileira, anunciou na semana passada que trabalhará com tamanhos do 48 ao 54 em duas de suas linhas. Segundo a assessoria da marca “as peças têm como característica cores, estampas e modelagens modernas”. A ideia é afastar de vez aquela imagem de que roupas para gordinhas não podem seguir tendências de moda.

Seria o “fazemos moda plus size” o novo “temos responsabilidade social” das marcas de moda? Para mim, pouco importa. Se a estratégia de marketing é verdadeiramente inclusiva e responsável, a real intenção da empresa com ela fica em segundo plano.

Fernanda Prestes – @ferdiprestes

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Assessoria de Celebridades

Há algum tempo circula na mídia a informação que a modelo-apresentadora Ana Hickmann abriu uma empresa que assessora celebridades. Você já ouviu falar?

A Yaz Marques falou neste post sobre este trabalho que é muito forte nos EUA, mas e no Brasil? Alguém já ouviu falar?

Pois bem, aqui, na maioria das vezes são as assessorias de imprensa que “cuidam” da imagem dos artistas. Elas divulgam o trabalho dele na mídia e, muitas vezes, acabam “apagando incêndios”, a medida que têm que explicar o porquê o fulaninho teve tal atitude na festa X.

A assessoria de celebridades (também conhecida como assessoria de imagem) zela para que a imagem vá ao encontro dos objetivos do cliente. Para saber mais veja o post da Yaz.

Pois bem, a Ana Hickmann, ou melhor o marido dela, sabe bem que todo artista precisa de um assessor de imagem, por isso abriram a AH Celebridades.

Ana Hickmann é a melhor embaixatriz que uma agência de assessoria de famosos poderia ter. Ela provou que a combinação modelo-apresentadora pode conter mais que um simples rostinho bonito. Ana Hickmann é linda, talentosa  e tem boa credibilidade, já que nunca é vista envolvida em escândalos.

E o que isso tudo tem a ver com RP?

Bom pra começo de conversa vejo uma lacuna no mercado que precisa ser preenchida. E é melhor que seja preenchida por nós, porque depois não adianta choramingar que estão roubando nosso mercado. O que acontece com grande parte dos relações públicas é justamente isso, a gente esquece de buscar novos segmentos, até o momento que alguém descobre e passa a atuar na área. Aí aparece mil e um RPs falando que determinado profissional está atuando em um setor que não lhe diz respeito.

Todo RP que quer trabalhar com moda logo pensa em trabalhar com desfiles do circuito Fashion Week – SP/Rio ou trabalhar para uma grande marca. Não vejo ninguém comentando que gostaria de trabalhar “cuidado de pessoas”. O que a gente precisa entender é que pessoas são marcas e a todo momento estamos “vendendo” uma imagem que queremos transmitir, só assim conseguimos alcançar nossas metas profissionais. E é exatamente isso que a assessoria de imagem faz.

#Ficadica pra atuar nesta área que ainda tem muito a crescer…

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Livro meets cinema

Rainha

Muitos livros viram filme, é sério. Muitos!Eu podia fazer uma lista imensa e interminável aqui, mas não vou, pois esse não é o foco. Eu quero falar de livros que falam sobre, mencionam, serviram como inspiração ou retratam o mundo da moda e se tornam filmes. O primeiro exemplo que surge à mente é “O diabo veste Prada” que conta a história de Andie Sacks, uma jovem recém-formada em jornalismo que por sorte, ou azar, acabe se tornando assistente de Miranda Priestley editora-chefe de uma importante revista sobre moda. O livro ficou seis meses na lista dos mais vendidos e o filme além de ter sido um sucesso de crítica e público ainda teve duas indicações ao Oscar; Melhor atriz (Meryl Streep) e Melhor Figurino.

“From Prada to nada”. Tá, não é exatamente baseado num livro de moda, mas Jane Austen é um clássico igual, na verdade me atrevo a dizer, maior que Chanel então serve como exemplo. O filme é uma releitura do aclamado romance “Razão e Sentimento”. Duas irmãs descobrem que perderam toda sua fortuna e abandonadas por seu irmão vão morar num bairro pobre com uma tia. Parece triste, mas pelo trailer vai ser bem engraçado. Olhem só.

 E tem também “Marie Antoinette” de Sophia Copolla que foi grandemente baseado na biografia “Marie Antoinette: the journey” de Lady Antonia Fraser. Todo mundo conhece a história da rainha que era acusada de dizer “Se não tem pão que comam brioches!”, o que, BTW, ela nunca disse. Quem nunca assistiu a esse filme tem de assistir. É através da mudança no figurino da rainha que percebemos como ela foi crescendo, mudando e tentando se adaptar a nova vida que ela fora obrigada a aceitar. Ele mostra os bastidores do poder, a falta de jogo de cintura com que a insatisfação popular foi lidada. A visão da Sophia, olha a intimidade, é muito inovadora. Pra você que não assistiu ter idéia ela usa um rock bem teenager na trilha sonora e põe um all star azul bebê entre os sapatos da rainha!O filme todo em candy colors é bastante atual. Alias a história toda é muito atual.

Na verdade eu tenho pra mim que se eles tivessem um relações públicas pra fazer um plano de comunicação e uma gestão de crises as coisas não teriam chegado ao ponto em que chegaram, mas isso seria mudar a história toda,então vamos deixar isso no mundo das idéias.

O trabalho de comunicação realizado pelos filmes é insubstituível. O imaginário que criam, a fantasia, o desejo e como podem modificar e criar idéias.Os livros são receptáculos do saber,juntar os dois só pode dar boça!

Cinema e livros do mundo, uni-vos.

Ps:Eu quero todos os sapatos et maquiagem que aparecem no começo de “Diabo veste prada” e todos os doces e a peruca de passarinho da “Marie Antoinette”.Beijos.

Yas Marques- @djobidjoba

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Erros e acertos de uma RP na moda.

Como vocês acompanharam por aqui, na quarta feira passada, exatamente há uma semana, eu estava recepcionando a blogueira Lelê Saddi para uma palestra na UNESP.

Como eu disse, também, o que era pra ser uma aula usualmente para 20, 30 pessoas, se tornou um evento para mais de 200 pessoas.

Com certeza, esse processo me ensinou muito (nunca fui muuuuito fã de organizar eventos) – seja através do acerto, seja através de pontos a serem aprimorados.

Vou compartilhar essa experiência com vocês pra que vocês mesmos, depois, possam me ajudar a analisar os pontos positivos e negativos do que aconteceu.

– Um dos pontos mais positivos, a meu ver, foi ter a cara e a coragem de fazer o contato. Às vezes pensamos que os ‘famosos’ são tão inacessíveis que nem tentamos. Guess what: eles são gente como a gente, e na maioria das vezes, ficam muitíssimo felizes com convites assim.

– Mas escolher a Lelê foi estratégico. Primeiro porque é uma pessoa com experiência e bem sucedida nos seus 20 e poucos anos – isso atrairia a atenção dos jovens formandos, o público principal da aula, sejam eles interessados em moda ou não. Segundo porque apesar da fama, ela não mora em Nova York, não tem três filhos e não é (ainda) uma Constanza Pascolato da vida. Como assim? Ela é acessível, sim; mas, mais do que isso, é disposta, mais flexível para viagens, datas em meio de semana e, pra nós, na Unesp, o mais importante, gratuidade na visita.

– Por falar em gratuidade, explico: na Unesp, para a disciplina de Seminários Avançados, no último semestre do curso de Relações Públicas, temos uma verba fixa que pode ser utilizada trazendo alguns palestrantes de fora da cidade – aliás, a verdade é que a verba é justamente pra isso, uma vez que a proposta da disciplina é trazer profissionais do mercado para termos esse contato prático e teórico. Mas a verba não pode ser utilizada de qualquer maneira: ela só pode ser aplicada em refeição e transporte. O que impossibilita, por exemplo, trazer algum palestrante que cobra. Ou seja, saber utilizar essa verba e escolher uma pessoa que seria satisfatória e que faria a gentileza de não cobrar por sua palestra também foi primordial.

– A idéia de transmitir a twitcam, devo admitir, foi do Paulo, meu namorado. À tarde, enquanto eu divulgava o evento, ele comentou que seria interessante. E foi mais: foi essencial. Muita gente acompanhando, participando com perguntas e a palestrante super à vontade com a câmera. Ou seja: nem o real nem o virtual perdeu. Ao contrário, ambos saíram ganhando muito. Além do que, a twitcam foi uma maneira genial de arquivar o bate papo que durou aproximadamente 2 horas. Aconteceu, ficou registrado = perfeito.

– Aliás, a twitcam foi uma salvação pra um dos pontos a serem melhorados: não havia como prever a quantidade de pessoas. A divulgação (falo logo logo) foi feita com parcimônia e até mesmo meio de última hora, porque na correria não tive tempo para fazer isso – e era um opcional da discipllina, uma vez que os alunos do curso estavam avisados. Mas muita, muita gente MESMO apareceu e, com isso, vários problemas surgiram: não tínhamos uma sala adequada, tanto pra quantidade de pessoas quanto pro calor que fazia em Bauru. Com isso, muita gente ficou pra fora e muitas dessas pessoas eram da Unesp, ou mesmo do curso de Relações Públicas. Não havia o que fazer, infelizmente, e mudar de sala, na hora ali, era inviável. Depois, vieram me falar que os próprios alunos se juntaram na sala ao lado e assistiram pela twitcam. Fiquei feliz porque fizeram do limão uma limonada. Mas mesmo assim, depois eu me retratei com todos eles.

– Sobre a divulgação, não teve erro. Foi bastante estratégica, voltada pro público que talvez tivesse interesse. Então, nada de mandar pra assessoria da Unesp – enviei diretamente pra assessoria da FAAC, que enviaria as informações apenas pros alunos de Comunicação e Artes. No twitter, divulguei por aproximadamente 3 dias intensivamente, recebendo o apoio de interessados que repassaram a notícia pra frente. Além disso, entrei em contato pessoalmente com o coordenador do curso de moda de uma faculdade particular de Bauru e com uma professora de moda de uma segunda faculdade.

– Aqui você deve estar se perguntando: mas se você divulgou pra tanta gente, não sabia que ia lotar? Não. A adesão a eventos desse tipo, aqui em Bauru, especialmente na Unesp, que é um pouco afastada da cidade, é bem baixo. Normalmente as pessoas não comparecem, mesmo. Por isso, não havia mesmo como prever.

– Com a adesão de tanta gente, tive a idéia de oferecer certificado aos alunos – o que também era uma boa idéia pra ter um feedback do que as pessoas acharam da palestra. A folha entregue aos ouvintes para inscrição de certificado também era utilizada para uma pesquisa de opinião que ainda estou formatando para enviar pra Lelê – assim que pronto, divulgo pra vocês.

– Por último, em relação aos horários e às pessoas: por mais que eu tenha me retratado PESSOALMENTE com todos que reclamaram de não conseguirem lugar, fiquei com uma interrogação na cabeça: o início estava marcado para as 19h e, até aproximadamente 19h20, a sala estava completamente vazia. Bem, ou eu não tenho experiência MESMO em eventos pra prever esse atraso, ou as pessoas não costumam chegar cedo pra pegar seus lugares. Portanto, em um evento assim, talvez seja importante prever um atraso de meia hora para que não se perca nenhum prazo.

Num balanço geral, pessoalmente, achei a experiência ótima e enriquecedora. Não somente pra mim e pra quem gosta de moda, mas pra muitos alunos que estavam por ali e se entrosaram no tema e com a palestrante. Como já disse anteriormente, era bate papo porque era de jovem pra jovem, sem frescura e sem teorizações longas: foi a prática pura, derramada sobre um monte de jovens ansiosos com o seu futuro. Prato cheio pra uma noite de quarta feira que era pra ser despretensiosa.

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Exclusividade e a moda

Em tempos de fast-fashion e clubes de compras coletivas, há um grupo que vem investindo cada vez mais – e com sucesso – na produção artesanal e exclusiva. Em contraponto à sensação de pertencimento que o “ter o que todo mundo tem” proporciona, a onda dos produtos exclusivos vem para valorizar as particularidades de cada pessoa e mostrar que vestir a moda que está em todas as vitrines é legal, mas ter uma coisa só sua pode ser melhor ainda.

Constanza Pascolato escreveu sobre o tema em sua coluna na Vogue Brasil de outubro, intitulada de “O novo luxo”. Ela diz que “em tempos de democratização do consumo grifado, o grande luxo está em encontrar e criar chances de afinidades – um prato que inspire ou ensine sobre outra cultura, por exemplo – e em conquistar coisas que se ajustem ao que você é”. E completa dizendo que “parece, aliás, que esse desejo está cada vez mais evidente, sempre combinando privacidade e uma estratégica distância da massificação”.

Em seu texto, Constanza traz exemplos um tanto distantes da nossa realidade, como uma estilista que faz roupas sob-medida em uma cidadezinha da Itália e o artesão de sandálias de couro em Saint-Tropez. Não é preciso ir tão longe. Em Porto Alegre mesmo conheci a marca Ruminante, criada por jovens publicitários. Seria só mais uma marca jovem com estilo rock, se as peças não fossem “limitadíssimas e numeradas”, como eles mesmos dizem.

A Farm (sempre a Farm), também investiu no conceito de exclusividade ao transformar a loja do Shopping da Gávea no Gávea Atelier. Lá são vendidas apenas “peças inéditas e (re)edições de peças super desejo da coleção, que ganham um charme todo especial com bordados, aplicações e outras riquezas”.

Esse conceito não vale apenas para a moda. Já existem restaurantes em que o cliente monta o seu prato escolhendo os ingredientes de sua preferência e outros que atendem apenas uma mesa, com hora marcada, por vez. Também está crescendo o número de hotéis que investem na exclusividade, decorando cada uma de suas (poucas, de preferência) suítes com um tema diferente. É claro que tudo tem seu preço, e o da exclusividade é bem alto.

Fernanda Prestes – @ferdiprestes

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Assessoria de Imagem

A imagem pessoal é um fator de extrema importância, afinal a primeira impressão é a que fica, já dizia o ditado.

Isso nunca foi mais verdadeiro, já que a imagem nunca teve tantas facetas a ser analisada como nos dias atuais. A gente precisa dela no trabalho, no lazer e até no entretenimento. É através dela que nos comunicamos sem expressarmos uma palavra.

Por essa razão existem profissionais chamados consultores de imagem, que também podem ser chamados de: tantantaram… Relações públicas.

É claro que não é necessariamente a mesma coisa, mas um RP pode atuar nesse nicho com grande maestria. Pois,  o que é a imagem, senão uma forma de comunicar um estilo ou até mesmo uma ideologia?

Existem muitos cursos referentes a essa àrea específica tanto aqui quanto lá fora (o curso de image consultancy em Londres no Instituto Marangoni é um deles e meu sonho de consumo), muitos blogs, muita informação!

Muita gente não sabe, mas há diferenças entre personal stylist e consultor/assessor de imagem.
A figura do personal stylist é um braço importante da consultoria de imagem. O personal stylist analisa o seu guarda-roupa e te indica peças que mais valorizam seu biotipo.

A consultoria ou assessoria de imagem é um trabalho mais amplo e é realizado por uma equipe multidisciplinar, tendo em vista que atua também na correção de comportamentos e atitudes que podem interferir na “imagem” que você deseja transmitir às pessoas. 

Um exemplo Holliwoodiano de uma super personal stylist é a Rachel Zoe, ela tem uma equipe afinadíssima que atende a várias celebridades. Uma de suas funções é vestir celebridades para eventos do “Red Carpet” como Oscar e Baile do Met. Ela foi, inclusive, responsável pela transformação de Nicole Richie de abóbora em Cinderella.

nicole richie

nicole richie

Toda celebridade gringa tem o seu consultor de imagem, é quase como ter seu próprio advogado.

Aqui no Brasil é uma profissão que está crescendo bastante e merece particular atenção, tendo em vista auxilia na busca de uma aparência mais coerente com o que você quer transmitir. Afinal, a todo momento estamos nos “vendendo”, seja para o chefe, para a equipe de trabalho, da faculdade e até mesmo para um paquera em potencial. Auto-conhecimento é tudo.

Para saber mais acesse: Instituto Marangoni   Ana Paula Pedras (Ela é personal stylist.

The Rachel Zoe project (programa sobre a rotina de trabalho dela como consultora de imagem, muito legal!) #ficadica

Yas Marques- @djobidjoba

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